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Concentração em seguros vai aumentar
25/08/09 - Agência Estado

A parceria entre Itaú Unibanco e Porto Seguro, anunciada ontem, deve ser apenas o início de um grande movimento de concentração no setor de seguros, previdência, capitalização e cartão de crédito. Sem muitas opções de bancos para comprar, a saída será apostar nesses segmentos para crescer, avaliam especialistas.

"A partir do momento em que o mercado está extremamente acirrado, como é o caso do setor bancário, é natural buscar participação em outras áreas, que podem incrementar o ganho da instituição", afirma o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues.

Ele afirma que há poucas alternativas entre os bancos de médio e pequeno porte que interessam às grandes instituições. E, mesmo assim, não devem promover grandes mudanças no ranking nacional. Neste ano, foram apenas três negócios fechados no setor bancário. O Banco do Brasil, que no ano passado comprou a Nossa Caixa, abocanhou uma parte do Banco Votorantim, por R$ 7,6 bilhões.

O Bradesco seguiu a linha de buscar alternativas em outros segmentos, como o de cartão de crédito, e comprou o Banco IBI, por R$ 1,4 bilhão. A instituição também negociou por alguns meses com a Porto Seguro, mas não chegou a um acordo. Segundo especialistas, o fracasso nas negociações pode estar associado ao fato de o banco preferir participações majoritárias em suas aquisições. Isso teria aberto o caminho para o Itaú, que ficará com 30% da Porto Seguro, nos segmentos de automóveis e residências.

Outro grande negócio deverá sair do Banco do Brasil, que está em processo de reestruturação de suas operações de seguro. A instituição contratou o banco de investimentos UBS Pactual para estudar o modelo e apresentar uma proposta. Por enquanto, duas seguradoras estão no páreo para fechar parceria com o banco estatal. Uma é a Principal, concentrada na área de previdência, e a outra, a Mapfre, focada em automóveis e apólices de vida. A operação deve envolver dinheiro novo, com as duas empresas pagando ao BB para ter exclusividade ao acesso à sua gigantesca rede de agências bancárias.

CUSTOS MAIORES
"A tendência é termos, cada vez mais, grandes conglomerados, já que as despesas estão crescendo acima das receitas", afirma o professor da Universidade de São Paulo, Alberto Borges Matias, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad). Na avaliação dele, embora o setor de seguro seja pequeno para os padrões internacionais, a tendência é de concentração, para aproveitar as sinergias das estruturas bancárias.

Segundo José Américo Peón, integrante do Conselho Superior da Confederação Nacional de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg, novo nome da Fenaseg), os custos do setor, inclusive relacionados à Superintendência de Seguros Privados (Susep), "estão cada vez mais caros". O que estimula a busca por ganhos de escala com associações, fusões e aquisições.

No caso da parceria entre Itaú Unibanco e Porto Seguro, a motivação foi além disso. "Está claro que o banco (Itaú Unibanco) se valeu da especialização da seguradora, que é líder em automóveis. A Porto Seguro, por sua vez, agora terá a vantagem de contar com o balcão de Itaú e Unibanco para as vendas", disse Peón.

O analista da Lopes Filho, João Augusto Salles, concorda. Ele acrescenta, entretanto, que a situação da Porto Seguro estava começando a se complicar com a atuação mais agressiva de Bradesco e Sul América nos últimos anos. "O prêmio médio do setor estava caindo de forma acelerada. Não acompanhava nem os índices de inflação. Isso criou alguma dificuldade para a Porto Seguro", afirma ele.

MOVIMENTO
A tendência de concentração, que está apenas no início, já criou um movimento entre as pequenas e médias empresas do setor, afirma Peón. Segundo ele, as companhias querem estudas quais serão suas posições diante do atual cenário. O superintendente comercial da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), Henrique Berardinelli, considera que as grandes empresas do setor vão continuar procurando oportunidades para sinergias.

O consultor e professor da Universidade Estácio de Sá Julio Cezar Pauzeiro, por sua vez, observou que "já existem várias empresas associadas com estrangeiras". Para ele, "o setor passa por uma fase de consolidação, mas as opções estão cada vez menores". Pauzeiro considera, porém, que o processo vai continuar. Ele diz ainda que, com a crise global, o Brasil passou a ser visto como um mercado que conta com empresas mais fortes. "Acredito que a partir de agora os estrangeiros vão ter de pagar mais caros para entrar no País."

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BB quer avançar no setor de seguros
20/08/09 - 12:02 - Agência Estado

O Banco do Brasil (BB) pretende dobrar, num prazo de cinco anos, a participação do setor de seguros nos resultados da instituição, que passaria dos atuais 12% para 25%. "Essa é a ambição da institução a partir de agora", disse ontem o presidente do BB, Aldemir Bendine.

Para ele, o avanço no setor de seguros é fundamental para que o banco mantenha a liderança no ranking das maiores instituições financeiras do Brasil, retomado do Itaú-Unibanco. Em meio ao processo de reestruturação societária do setor de seguridade do BB, Bendine descartou a possibilidade de o banco criar uma única empresa de seguros.

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STJ decide sobre pagamento em caso de suicídio
10/08/09 - Fonte: Valor Econômico | FENACOR

Está na pauta da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recurso em que se discute a obrigação de pagamento de seguro de vida em caso de suicídio. O tribunal analisa a regra prevista no artigo 798 do Código Civil, que menciona um prazo de carência para pagamento da obrigação aos beneficiários do contratante do seguro.

O recurso a ser analisado refere-se ao caso de uma viúva do Paraná. A votação no STJ está empatada. Foram proferidos dois votos no julgamento, um deles do relator, ministro João Otávio Noronha, a favor da tese da seguradora, e outro do ministro Luís Felipe Salomão, que divergiu do relator. Noronha defendeu em seu voto que o legislador criou um critério objetivo na legislação civil para pagamento do seguro quando há morte por suicídio: carência de dois anos da vigência inicial do contrato.

Já o ministro Salomão argumentou que os precedentes firmados no STJ, com base no Código Civil de 1916, consolidaram a tese de que o suicídio sem premeditação não afasta o dever da seguradora de indenizar.

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Lei obriga os planos de saúde a ofertarem planejamento familiar
03/08/09 - Fonte: JM Online

A Lei nº 11.935 determina a obrigatoriedade de os planos de saúde cobrirem procedimentos referentes ao planejamento familiar, garantindo às mulheres o acesso a métodos contraceptivos eficazes e seguros, que nem sempre são ofertados pelos serviços públicos de saúde. A norma determina, também, que sejam cobertos exames específicos para tratamento da fertilidade.

Porém, apesar da lei já estar em vigor, operadoras de saúde em Uberaba questionam a finalidade do exame. O Jornal da Manhã pesquisou cinco dessas empresas na cidade e apenas duas cobrem esse tipo de análise. Outras três questionaram o intuito. Pela lei sancionada pelo Executivo, os planos de saúde devem garantir procedimentos de planejamento familiar, tanto de contracepção como de fertilização, mas a lei não especifica os tipos de serviços que serão cobertos. Por isso, ainda há polêmica e não está definida a possibilidade de o consumidor discutir na Justiça o acesso a esses tratamentos.

Coordenador do Procon em Uberaba, Sebastião Severino aconselha que, caso a seguradora se negue a abonar esses procedimentos, primeiramente o consumidor deve fazer uma releitura do contrato junto ao órgão, levando em conta a lei, e tentar uma negociação. Não havendo resultado, ele deve procurar o Procon, com uma cópia do contrato. Assessor jurídico de uma operadora de plano de saúde, Leonardo Neves diz que é importante lembrar que a lei não determina que a fertilização ou a inseminação também seja coberta pelo plano.

“Planejamento familiar envolve atividade de educação, aconselhamento e atendimento clínico. As cirurgias de laqueadura e vasectomia também estão inclusas”, explica.

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23.03.09 - Seguros - Segurado inadimplente pode ser indenizado – Sincor - SP

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que uma seguradora indenize os prejuízos sofridos por um segurado que teve o veículo furtado. A novidade é que ele estava inadimplente com o pagamento de parcela do seguro. De acordo com o magistrado, "sob a égide do Código Civil anterior, o mero atraso no pagamento da prestação do prêmio do seguro não importa em desfazimento automático do contrato, para o que se exige, ao menos, a prévia constituição em mora do contratante pela seguradora, mediante interpelação".

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17/01/2009 - 11h02 - Entenda a operação de resgate da seguradora AIG - BBC - BRASIL

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou um empréstimo de US$ 85 bilhões para tentar evitar a falência da seguradora AIG, a maior do país. Em retorno, o governo assumirá o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios.
O pacote de resgate foi anunciado um dia depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata e provocou a queda no preço de várias ações no mercado financeiro global.
A seguir, entenda as causas dos problemas financeiros enfrentados pela AIG e seus efeitos no mercado financeiro global.
Por que a AIG necessitava de um pacote de resgate?
A seguradora American International Group (AIG) foi fortemente afetada pela crise no mercado de crédito que vem sacudindo os mercados financeiros há pouco mais de um ano.
O principal negócio da empresa é vender seguros, mas não apenas para pessoas comuns que compram seus serviços, como seguro imobiliário.
A companhia também fornece serviços para grandes empresas, especialmente bancos.
Ao fazerem grandes operações, os bancos contratam seguradoras, como a AIG, para socorrê-las no caso de seus negócios darem errado. A AIG estava sob forte pressão financeira depois de ter registrado perdas em três trimestres consecutivos que totalizaram US$ 18,5 bilhões.
O rombo está diretamente ligado a problemas relacionados ao mercado de crédito imobiliário, já que a empresa desempenhava um papel importante ao assegurar instituições financeiras em todo o mundo contra riscos.
Apesar de ser uma empresa bem-sucedida, os lucros da AIG estavam bloqueados em negócios e investimentos que não são fáceis de vender ou difíceis de avaliar. Para sobreviver, a seguradora precisava de dinheiro urgentemente e o Federal Reserve era o único preparado para prestar socorro.
Eu tenho uma apólice de seguros com a AIG. O que devo fazer?
Nada. O governo americano acredita que a AIG é grande demais para quebrar. As apólices de seguro da AIG continuam em vigor.
Por que o governo resgatou a AIG e não o banco Lehman Brothers?
A AIG oferece seguros para muitas instituições bancárias que fazem empréstimos corporativos e imobiliários.
Os bancos contrataram seus serviços para se proteger contra os riscos que esses empréstimos representam, como inadimplência dos clientes.
Uma das razões por trás do contrato das seguradoras é garantir às instituições reguladoras que esses empréstimos representam o menor risco possível.
Com isso, elas podem emprestar mais dinheiro do que, de fato, possuem. Se a AIG quebrasse, tais transações de alto risco não poderiam ser asseguradas e colocaria toda a indústria financeira global em sérios apuros.
As injeções de recursos para socorrer companhias privadas é uma decisão cada vez mais difícil para o governo americano, já que os contribuintes americanos correm o risco de ter um prejuízo de bilhões de dólares. Quando o Bear Stearns começou a dar sinais de ser afetado pela crise, o Tesouro americano ajudou o JP Morgan Chase a comprá-lo.
Além disso, na semana passada, o governo na prática nacionalizou as firmas de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac, que entre si possuem ou avalizam cerca de metade do mercado de hipotecas americano, avaliado em US$ 12 trilhões.
Ao rejeitar conceder garantias para uma operação de compra do Lehman Brothers pelo banco britânico Barclays, analistas dizem que o Tesouro americano traçou uma linha para demarcar a vontade de usar dinheiro público no resgate a bancos que tomaram decisões equivocadas.
Em vez disso, autoridades preferiram apoiar o sistema de outras formas, anunciando medidas para facilitar o acesso de empresas com dificuldades financeiras a créditos de emergência.

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